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Indústria de autopeças prevê fechamento positivo para 2017

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Apesar de conturbado, o ano de 2017 caminha com boas perspectivas para o fechamento, o faturamento dos fabricantes de autopeças aumentou 16,3% no primeiro semestre sobre o mesmo período do ano passado. Segundo o Sindipeças, entidade que reúne fabricantes de componentes, ainda é necessário manter estimativas conservadoras e torcer para que as projeções da Anfavea (Associação Nacional de Veículos Automotores) permaneçam tão positivas quanto realistas.

Para George Rugitsky, conselheiro do Sindipeças, tanto a queda da inflação no primeiro trimestre, que consequentemente baixou a taxa Selic, quanto à liberação das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) contribuíram para alavancar a economia e melhorar as perspectivas perante o mercado.

Entretanto, manter o conservadorismo no segundo semestre de 2017 é sinal de sabedoria mesmo com o mercado observando boas estimativas a frente, como a tendência de baixa da taxa de juros e o equilíbrio da inadimplência.

Segundo Rugitsky, a indústria de autopeças se segurou nas exportações para equilibrar a queda contínua ao longo dos anos, mas isso não resolveu a rentabilidade e os investimentos ficaram muito abaixo se comparado com as montadoras. “Mesmo não sendo possível acompanhar a movimentação dos produtores de veículos, não houve problemas de abastecimento porque a indústria local foi devidamente suprida”, completa o conselheiro.

Para 2018, o foco é investir em competitividade para alcançar cada vez mais a cadeia global. A boa notícia são os indicadores positivos nas exportações de veículos de passageiros, caminhões e máquinas agrícolas, no primeiro semestre os números bateram recordes, somando 439,6 mil unidades.